Fundamentos da Fé Que Nos Foi EntregueA Obra Que Ele Consumou

Intercede por Nós Hoje

Intercede por Nós Hoje Cristo está assentado no trono — mas estar assentado não significa estar inativo. A lição anterior terminou com essa pergunta em aberto: o que Ele faz ali, à direita do Pai, em favor dos Seus? A resposta é esta: Ele intercede. Sua obra de expiação está consumada, mas Seu ministério em…

Por Redação4 min de estudo

Intercede por Nós Hoje

Cristo está assentado no trono — mas estar assentado não significa estar inativo. A lição anterior terminou com essa pergunta em aberto: o que Ele faz ali, à direita do Pai, em favor dos Seus? A resposta é esta: Ele intercede. Sua obra de expiação está consumada, mas Seu ministério em favor dos Seus continua — não mais sofrendo, mas representando.

A Verdade Que Confessamos

Confessamos que Cristo, assentado à direita do Pai, vive continuamente para interceder por Seu povo. Essa intercessão não é uma nova etapa de sofrimento, nem a repetição de um sacrifício — a obra de expiação já foi consumada de uma vez por todas. É Sua obra sacerdotal contínua em favor dos Seus, fundamentada naquele sacrifício perfeito e definitivo. Cristo é hoje nosso Sumo Sacerdote e nosso Advogado — Aquele que representa Seu povo diante do Pai, neste exato momento.

Fundamento Bíblico

O argumento bíblico aqui caminha do fundamento à aplicação pessoal, texto após texto.

A base está em Hebreus: Cristo “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25, NAA). Seu sacrifício terminou; sua intercessão não. A salvação que Ele oferece não é parcial nem provisória — é total, precisamente porque Sua intercessão nunca cessa.

Esse mesmo livro explica por que essa intercessão é diferente de qualquer mediação puramente distante: “não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; pelo contrário, temos um que, como nós, foi tentado em tudo, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança, ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hebreus 4:15-16, NAA). O Sumo Sacerdote que intercede não observa nossas fraquezas de longe; Ele conhece, por experiência, a realidade da tentação e do sofrimento humanos — e, ainda assim, permaneceu sem pecado.

Paulo mostra o alcance judicial dessa intercessão, ligando-a diretamente à obra da cruz: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? Deus é quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Romanos 8:33-34, NAA). Em uma única frase, Paulo resume todo o caminho que percorremos neste módulo: Cristo morreu, ressuscitou, foi exaltado à direita de Deus e agora intercede por nós. A pergunta não é retórica por acaso — nenhuma acusação pode prosperar, pois o próprio Juiz já justificou, e Aquele que morreu no lugar do pecador agora intercede por ele.

E João aplica essa mesma verdade não à salvação inicial, mas à vida diária do crente já convertido: “meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 João 2:1-2, NAA). Sua advocacia não é uma nova expiação a cada pecado; ela repousa sobre a propiciação já realizada. A advocacia de Cristo não se limita ao início da nossa salvação; permanece uma realidade presente mesmo quando o crente tropeça e peca.

Ele intercede, compadece-se, representa e defende: o Cristo exaltado vive agora em favor dos Seus.

Diante disso

Esquecida essa verdade, nossa segurança passa a ser buscada em nossa própria constância, em vez de repousar em Cristo. Cada pecado, cada fraqueza, voltaria a parecer uma ameaça real à relação com Deus — como se a obra de Cristo tivesse ficado apenas no passado, sem alcance no presente.

O que essa verdade nos convida a fazer é aproximar-nos de Deus com confiança, mesmo na fraqueza e na queda. Não porque o pecado deixou de importar, mas porque temos diante do Pai um Sumo Sacerdote que vive em nosso favor. Cristo levou nossa condenação na cruz, venceu a morte ao ressuscitar, foi exaltado para reinar à direita do Pai e, neste exato momento, intercede por Seu povo. Nossa salvação, do início ao fim, repousa na obra que Ele consumou.

Doutrina que forma discípulos.
Não doutrina que agrada plateias.

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