Fundamentos da Fé Que Nos Foi EntregueO Deus Que É

Um Só Deus

Antes de qualquer outra afirmação sobre Deus — antes de tratarmos de Sua trindade, de Seus atributos ou de Sua obra — é preciso responder a uma pergunta mais simples e mais radical: quantos deuses existem? A resposta que a Escritura dá, desde o primeiro mandamento até a última página do Novo Testamento, não é…

Por Redação3 min de estudo

Antes de qualquer outra afirmação sobre Deus — antes de tratarmos de Sua trindade, de Seus atributos ou de Sua obra — é preciso responder a uma pergunta mais simples e mais radical: quantos deuses existem? A resposta que a Escritura dá, desde o primeiro mandamento até a última página do Novo Testamento, não é uma entre várias opções religiosas legítimas. É a base sobre a qual toda a fé cristã se sustenta.

A Verdade Que Confessamos

Há um só Deus, vivo e verdadeiro. Ele é único em Seu ser, e não há outro além dEle. Ele não pertence a uma classe de seres divinos. Não é o mais forte entre rivais, nem o principal de uma hierarquia celeste. Não há outros deuses ao Seu lado, acima dEle ou abaixo dEle — apenas Ele é eterno, incriado, Criador de tudo o que existe.

Essa confissão não nasce de especulação filosófica. Nasce da própria revelação que Deus fez de Si mesmo. Ele não apenas existe como um só — Ele Se declarou como tal, exigindo de Seu povo uma lealdade que não pode ser dividida.

Fundamento Bíblico

O testemunho começa no coração da revelação a Israel: “Ouve, ó Israel: o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6.4, NAA). Essa declaração, chamada de Shemá, não era um dado teológico entre outros. Era a confissão central que definia a identidade do povo de Deus em meio a nações que cultuavam múltiplas divindades. Israel não foi chamado a adorar o Senhor acima dos demais deuses, como se eles também existissem de fato. O próprio Deus declara que não há outro: “Eu sou o primeiro e sou o último; além de mim não há Deus” (Is 44.6, NAA), e ainda: “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus” (Is 45.5, NAA).

O Novo Testamento não abandona essa confissão. Pressupõe-na e a reafirma. Tiago trata essa verdade como tão elementar à fé bíblica que até os demônios a reconhecem: “Você crê que Deus é um só? Faz muito bem! Até os demônios creem e tremem” (Tg 2.19, NAA). Paulo, escrevendo a uma igreja cercada de templos pagãos e múltiplos “deuses” e “senhores”, declara: “para nós há um só Deus, o Pai, do qual são todas as coisas… e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas” (1Co 8.6, NAA). Paulo não abandona a confissão de que Deus é um só. Ele inclui Jesus Cristo nessa confissão — verdade que a próxima lição desenvolverá.

Diante disso

Negar a unicidade de Deus é negar o próprio Deus que Se revelou nas Escrituras. Se houvesse outros seres verdadeiramente divinos, Deus seria apenas um entre muitos — não o Senhor absoluto de todas as coisas. Mas a Escritura não O apresenta dessa forma. Ele é o único Deus verdadeiro; todos os demais chamados “deuses” são falsos deuses e ídolos.

Se há um só Deus, somente Ele pode reivindicar nossa adoração inteira. A confissão “o Senhor é o único” não permite uma fé dividida. Conhecer o Deus verdadeiro é reconhecê-Lo como Deus sobre toda a vida — ouvi-Lo, amá-Lo, adorá-Lo como Aquele que não possui rival. É a mesma resposta que Israel foi chamado a dar desde o princípio.

Doutrina que forma discípulos.
Não doutrina que agrada plateias.

Cristianismo Integral Soli Deo Gloria