Fundamentos da Fé Que Nos Foi EntregueA Vida Que Ele Oferece

Unidos a Cristo e Feitos Novos

Até aqui, vimos como Deus nos chama e nos dá vida, levando-nos ao arrependimento e à fé. Vimos também o que ele declara e concede àquele que crê: justifica o culpado e recebe como filho aquele que era estranho. Mas há uma realidade que une essas verdades: estamos unidos a Cristo. Não recebemos dele bênçãos…

Por Redação4 min de estudo

Até aqui, vimos como Deus nos chama e nos dá vida, levando-nos ao arrependimento e à fé. Vimos também o que ele declara e concede àquele que crê: justifica o culpado e recebe como filho aquele que era estranho. Mas há uma realidade que une essas verdades: estamos unidos a Cristo. Não recebemos dele bênçãos separadas, como quem recebe presentes de alguém distante. Recebemos o próprio Cristo e, nele, todos os benefícios de sua obra.

A Verdade Que Confessamos

Confessamos que todo aquele que crê está unido a Cristo de modo real e vital. Não é apenas uma relação de aprovação divina — é uma união que a Escritura descreve como morrer e ressuscitar com ele. Fomos crucificados com Cristo, e já não vivemos nós, mas Cristo vive em nós. Fomos sepultados com ele na morte, para que, assim como ele ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós andemos em novidade de vida. Essa união não é mera linguagem figurada para descrever proximidade com Cristo, mas uma realidade espiritual e vital. Ela explica como os benefícios conquistados por Cristo se tornam nossos: Deus não nos dá os benefícios de Cristo separados dele; dá-nos o próprio Cristo e, nele, recebemos tudo aquilo que sua obra conquistou para nós. Dessa união nasce uma identidade nova: se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que são feitas novas. Essa novidade não é mera reforma exterior do que já existia, mas uma nova vida, com uma nova relação com o pecado, uma nova direção e um novo pertencimento.

Fundamento Bíblico

Romanos 6.4-6 estabelece o núcleo dessa união: fomos sepultados com Cristo na morte, para que, assim como ele ressuscitou dos mortos, também nós andemos em novidade de vida. Nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito. Gálatas 2.20 aprofunda a experiência pessoal dessa realidade: “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” Efésios 1.3-4 mostra que toda bênção espiritual nos é dada em Cristo: Deus nos abençoou com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo e nos escolheu nele antes da fundação do mundo. Os benefícios da salvação chegam a nós nele — em nenhum outro lugar. Colossenses 3.1-3 descreve a consequência prática: se ressuscitamos com Cristo, buscamos as coisas do alto, porque morremos, e a nossa vida está oculta com Cristo em Deus. E 2 Coríntios 5.17 resume a transformação de identidade: se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que são feitas novas.

Diante disso

Diante disso

Negar essa união reduziria o evangelho a uma transação distante — como se Deus simplesmente nos entregasse benefícios de Cristo sem nos dar o próprio Cristo. Reduziria também a vida cristã à tentativa de imitá-lo externamente, em vez de uma vida que procede de nossa comunhão com ele. Mas diante da verdade que confessamos, a resposta apropriada é identidade renovada: já não nos definimos pelo que fomos, mas por aquele a quem pertencemos. É também esperança em meio à luta contra o pecado, porque aquele que está em Cristo já não é quem era, mesmo que ainda lute contra aquilo que foi. E é adoração, porque nossa união com Cristo não é conquista nossa, mas graça recebida. Quem está em Cristo já não pertence à velha história — pertence a uma vida que começou de novo.

Doutrina que forma discípulos.
Não doutrina que agrada plateias.

Cristianismo Integral Soli Deo Gloria